4º SEMINÁRIO PIAUIENSE DE AGROECOLOGIA 
MINICURSOS 1.INTRODUÇÃO A SISTEMAS AGROFLORESTAIS

Facilitadores: Antônio Neto e Rafael Dias – Agricultores (Garagem Orgânica)

Ementa: Introdução da Oficina e Objetivos; Características e Princípios Agroflorestais;
Benefícios do Sistema; Agricultura Tradicional X Agricultura Agroflorestal; Plantas Companheiras; Plantio de consórcio de nativas com foco em moringa.

Número de Participantes: 20 pessoas.

2.MATÉRIA ORGÂNICA FERMENTADA: CRIANDO SOLOS COM VIDA

Facilitador: Filipe Santos – Agricultor da Garagem Orgânica

Ementa: Introdução da oficina, objetivos e metodologia; Utilização da Matéria Orgânica e suas consequências no solo; O que é Matéria Orgânica Fermentada; Funções; Como fazer; Usos; Custo.

Número de Participantes: 20 pessoas.

3.USO DE CALDAS E PRODUTOS NATURAIS PARA PROTEÇÃO DE PLANTAS

Facilitadores: Ernando de Oliveira Macêdo – Prof. IFPI/Valença do Piauí e João Ferreira dos Santos, estudante do VI período de AGRONOMIA/ UESPI/PRONERA, Campus Parnaíba, PI.

Ementa: Na agricultura familiar de base agroecológica, o ideal é se trabalhar de forma preventiva no controle de pragas e doenças, pois, muitas vezes, com medidas simples, conseguem-se resultados eficientes a baixo custo. O objetivo deste curso é o de apresentar, discutir, analisar e disponibilizar informações sobre as várias alternativas de manejo de pragas e doenças, com o uso de caldas e produtos alternativos.

Número de participantes: 30 pessoas

4. POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AGRICULTURA FAMILIAR

Facilitador: Caio de Meneses Cabral (UFPI – CPCE - NAGU)

Ementa:As Políticas Públicas para agricultura familiar têm representado uma grande importância para as famílias rurais brasileiras. Elas estão associadas à diversas dimensões da vida rural, como à produção, comercialização, alimentação, moradia, lazer, saúde etc. Programas como o PRONAF, o PAA, o PNAE, a ATER, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida dentre tantas outras, representam uma grande conquista dos movimentos sociais do campo e vem sendo acessadas com bastante perspicácia pelas famílias, associações e cooperativas da agricultura familiar.

No entanto, essas políticas possuem um aparato burocrático que dificultam muitas vezes o bom acesso das famílias a seus direitos. Ademais, esses Programas têm sido atacados nos últimos anos por um governo que não reconhece a importância da agricultura familiar para o Brasil. Além disso, boa parte da população rural e de técnicos de ATER sequer ouviu falar da existência de muitos desses programas. Não obstante, a politicagem e a personificação de políticas federais fazem com que muitos programas públicos pareçam ter donos locais, o que gera obstáculos que desacreditam as famílias rurais de acessarem seus direitos.

O surgimento das políticas públicas para agricultura familiar é fruto de muita luta social e de maneira alguma elas podem ser confundidas como esmola. Manter esses programas ativos e potencializar e democratizar o seu uso é uma tarefa para todas as pessoas que estão envolvidas nos movimentos agroecológicos. Desta forma, esse minicurso se oferece a apresentar políticas públicas, suas fragilidades e traçar caminhos para que a agricultura familiar possa usufruir de seus direitos e fortalecer seus coletivos organizados como Associações e Cooperativas.

Sejam benvind@s!

Nº de participantes: 30 pessoas.

5. GÊNERO E JUVENTUDE.

Manhã: Oficina: Feminismo e Agroecologia
Facilitadoras: Sarah Luiza de Souza Moreira (PVSA/SDR) e Ianara Silva Evangelista
Tarde: Oficina: Juventudes e Agroecologia
Messias Muniz de Nassau Neto (EMATER/PI) e Giuseppe Bandeira (ABA/ANA Recife/PE)

Ementa: O minicurso se organizará em dois momentos, pela manhã um espaço para as mulheres debaterem sobre suas experiências de luta e resistência na construção da agroecologia. A ideia é refletir sobre como o machismo se expressa em suas vidas, assim como buscar formas coletivas de organização para um mundo justo e igualitário. Debaterão ainda sobre porque “Sem feminismo não há agroecologia. No momento da tarde, as/os jovens se reunirão para refletir sobre o que significa ser jovem em uma sociedade que o vê apenas como futuro, não considerando sua contribuição para o hoje. Eles/elas realizarão uma troca de experiências sobre seus espaços de organização e defesa da agroecologia como projeto de vida.

Número de participantes: 30 pessoas.

6. BIODIGESTOR

Facilitador: Anísio Neto/ Embrapa Meio-Norte e Sousa Junior/ CTT/UFPI

Ementa: Conceitos gerais sobre o biogás; Potencial metanogênico de substratos agropecuários; Influência do manejo dos dejetos na produção de biogás; Modelos de biodigestores e bases para seu dimensionamento; Operacionalização de biodigestores (controles e solução de problemas); Principais tecnologias de purificação e de usos do biogás; Introdução ao uso agronômico do digestão; Conceitos para avaliação da viabilidade econômica de projetos com biodigestores

Número de participantes: 30 pessoas.

7.GESTÃO COMUNITÁRIA DE CASAS/BANCOS DE SEMENTES CRIOULAS/SEMENTES DA FARTURA NO SEMIÁRIDO: Experiências do Centro Regional de Assessoria e Capacitação - CERAC/Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido.

Facilitador: José Maria Saraiva Geógrafo, Coordenador Técnico do Programa Sementes do Semiárido no Piauí pelo Centro Regional de Assessoria e Capacitação – CERAC.

Ementa: A oficina de gestão de Casas/Bancos Comunitários de Sementes Crioulas/Sementes da Fartura como são reconhecidas no Piauí, tem a finalidade de apresentar as experiências de resgate, multiplicação, preservação, guarda, gestão de estoques, e da organização comunitárias das Casas de Sementes em especial no estado do Piauí. Abre debate para a importância da preservação das Sementes Crioulas, tendo como base o fortalecimento da Rede Sementes da Fartura.

Número de participantes: 30 pessoas.

8. PRODUÇÃO DE DERIVADOS DE LEITE CAPRINO

Facilitadoras: Gabriela Almeida de Paula (CCA/UFPI) e Pollyana Oliveira da Silva (CPCE/UFPI).

Ementa: Introdução a caprinocultura de leite; Efetivo caprino; Exploração; Principais raças; Sistemas agroecológicos de produção de leite; Teste de detecção de mastite; Higiene na ordenha; Produção de derivados; Pasteurização do leite; Produção de iogurte natural; Produção de queijo coalho; Degustação dos derivados.

Número de participantes: 25 pessoas.

9.CAPTAÇÃO E MANEJO DE ÁGUA DE CHUVA PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

Facilitadores: Genival Araújo do Nascimento/FETAG e Alionardo Santiago da Silva/FETA

Ementa: Conceito de Tecnologia Social: Legislação e regramentos no enquadramento das políticas púbicas; Conhecendo as tecnologias Sociais: captação e manejo de água na produção de alimentos; Modalidades de construção: Apresentar as técnicas de construção das tecnologias nas comunidades e seu funcionamento: Uso racional dá água na agricultura familiar (experiências exitosas): Canteiro econômico; Sistemas Alternativos de manejo da água na irrigação de hortas e pomar doméstico; Práticas agroecológicas de manejo do solo que contribuem com economia de água na irrigação de pequenas áreas.

Número de participantes: 40 pessoas.

10. PRODUÇÃO DE SAL MINERAL AGROECOLÓGICO

Facilitadora: Priscila Teixeira de Sousa Carneiro (UFPI – CPCE - NAGU)

Ementa: Os animais ruminantes possuem grande necessidade por acessar alimentos ricos em sais e minerais. Animais com necessidades nutricionais não se desenvolvem plenamente, podendo desenvolver enfermidades e aumentar os custos de produção e gerar prejuízos para as famílias e para os próprios animais. Animais bem alimentados também gozam de uma qualidade de vida e um bem estar maior.

A agricultura familiar historicamente tem criado animais ruminantes como estratégia de produção de alimentos, geração de renda e tradições culturais. O sal mineral encontrado no mercado geralmente custa muito caro para os padrões da agricultura familiar, o que dificulta o acesso a este produto por parte das comunidades rurais. Ademais, na maioria das vezes o sal encontrado no mercado possui produtos sintéticos, o que o descaracteriza com um alimento de base agroecológica e orgânica.

O sal mineral agroecológico supera essas dificuldades, na medida em que é uma tecnologia de fácil apropriação por parte das comunidade rurais por ser muito simples de ser produzido. Além disso, esse suplemento nutricional pode ser produzido utilizando muitos ingredientes facilmente encontrados e produzidos pelas comunidades rurais, o que barateia consideravelmente o seu custo de produção e o inclui como produto agroecológico.

O sal agroecológico já vem sendo utilizado por milhares de família agricultoras de todo o Brasil, demonstrando ótimos resultados na produção de ruminantes no que diz respeito ao fortalecimento de seu sistema imunológico, desenvolvimento de musculatura e carcaça. É comum que comunidades ao conhecerem essa tecnologia nunca mais parem de produzi-la e utiliza-la no campo.

Este produto é exclusivo para ruminantes e possui uma série de informações para o seu uso que poderão ser compartilhadas durante o minicurso.

Sejam benvind@s!

Nº de participantes: 30 pessoas.

11. METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS E TROCAS DE CONHECIMENTO NA AGROECOLOGIA (Minicurso cancelado por problemas superiores. Os inscritos podem se inscrever para outros minicursos)

12. QUINTAIS AGROECOLÓGICOS

Facilitadoras: Júlia Aires e Janaína Mendes

Ementa: A produção diversificada de alimentos pelas mãos das mulheres; diagnóstico rural participativo para quintais; cartografia de quintais; adoção de tecnologias sociais para fortalecimento de quintais; comercialização de produtos de quintais.

Número de participantes: 25 pessoas.

13. PROCESSAMENTO DE PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL DE BASE AGROECOLÓGICA

Facilitadora: Dayse Batista dos Santos – Professora IFPI de Campo Maior

Ementa: Princípios básicos de Boas Práticas de fabricação de alimentos; Tipos de contaminação de alimentos; Princípios básicos de padronização de alimentos. Fermentação química e biológica do trigo (processamento básico de pão artesanal e bolo); Processamento básico de fermentados sem glúten (processamento de bolo de cenoura com cacau); Processamento de geleia de Maracujá.

Número de participantes: até 15 pessoas

14. INSCRICAO APENAS PARA O EVENTO SPA

Para partificar somente das Mesas Redondas e Conferências

15. CSA E CONSUMIDORES RESPONSÁVEIS: DA CULTURA DO PREÇO A CULTURA DO APREÇO

Facilitador: Wagner Ferreira dos Santos - Comunidades que sustentam a agricultura – CSA/SP

Ementa: O consumo enquanto dimensão de organização da vida no capitalismo. O consumo consciente/responsável enquanto perspectiva de reorganização da vida para o bem-estar e sustentabilidade do planeta. A agricultura agroecológica e os vínculos produtore/as-consumidore/as: as Comunidades que Sustentam a Agricultura-CSAs e a cultura do apreço. Organização de CSAs.

Número de participantes: 30 pessoas

16. MOVIMENTOS SOCIAIS NO CAMPO E NA CIDADE: SUJEITOS, DEMANDAS E LUTAS

Facilitador: Profa. Dr. Masilene Rocha (UFPI) e Profa. Dra. Patricia Andrade (IFPI)

Ementa: Análise Dos movimentos sociais brasileiros no campo e na cidade, com ênfase em aspectos históricos, políticos e sociais, situando-os como agentes propulsores em um contexto nacional de mudanças em um contexto nacional de capitalismo dependente e modernização tardia e num campo de tensões, alianças e antagonismos na disputa por projetos políticos e no enfrentamento da questão social. O curso enfocará os principais sujeitos políticos, suas demandas e lutas, com ênfase nos movimentos sociais no campo em suas conformações contemporâneas (redes, formas de mobilização, adversários e desafios).

Número de participantes: 35 pessoas

17. ECONOMIA SOLIDARIA

Facilitador: Prof. Dr. Francisco Eduardo de Oliveira e Mestranda Iara Maria Chaves

Ementa: Raízes históricas da Economia Solidária-ES. Sentidos e significados da ES. Atlas da ES: Nordeste e Piauí. Política Pública e ES. ES e Agroecologia: convergências.

Número de participantes: 25 pessoas

18. A AGROECOLOGIA: CONSTRUINDO UM MODELO TERRITORIAL ALTERNATIVO

Facilitador: Prof. Dr. João Paulo Centelhas (UESPI)

Ementa: Objetiva-se apresentar e debater as bases sociais, ecológicas e geográficas que fundamentam a agroecologia enquanto uma prática de desenvolvimento territorial alternativa ao agronegócio. Logo, a agroecologia oferece subsídios de múltiplas dimensões para a construção de outras territorialidades capazes de superar as contradições do modelo industrial de agricultura fundado no latifundío e na monocultura para exportação. A partir de um conjunto de referências teóricas e práticas sociais, observaremos as possibilidades e os constrangimentos vinculados à alternativa agroecológica . Neste sentido, os seguintes temas serão estudados:
  1. os padrões ecossistêmicos de organização de energia e matéria (termodinâmica dos sistemas abertos, entropia/sintropia, fotossíntese, sucessão e complexificação geoecológica);
  2. o modelo territorial do agronegócio (monocultura para exportação, concentração fundiária, mecanização, sistemas de produção associados – fertilizantes, petroquímicos, mineração etc., degradação sócio-ambiental);
  3. o modelo de produção agroecológico, suas possibilidades e constrangimentos ante o atual padrão geográfico de sociedade e suas relações urbano-rurais.


Número de participantes: 30 pessoas

19. POVOS RURAIS PARA ALÉM DE CORPOS FUNCIONAIS: DESAFIOS À DEMOCRACIA CULTURAL NO BRASIL DA PÓS GRADUAÇÃO

Facilitador: Maria Dione Carvalho de Morais (UFPI) e Milane Batista da Silva- (UFPI )

Ementa: A perspectiva de equidade nas relação rurais-urbanas exige trazer, para primeiro plano, o debate sobre a relação entre cultura, ruralidades, e desenvolvimento. O estado da arte da temática ruralidades contemporâneas mostra o quanto ainda é pobre este debate, mesmo considerando o avanço das políticas públicas de desenvolvimento territorial, esta nova forma de racionalização do espaço, que se propõe a, dentre outros objetivos, a promover inflexões na própria concepção de rural e das relações rural-urbano, superando a mera dicotomia e a hierarquia de urbano sobre rural. A necessidade de se instituírem políticas não só sociais e/ou produtivas, mas também culturais, pela ótica da cidadania cultural e do direito à cultura de povos e regiões rurais, não pode mais ser ignorada, quando estes temas têm resguardo seja na perspectiva constitucional, seja na das diretrizes programáticas do Sistema Nacional de Cultura (SNC), assim como nos sistemas estaduais e municipais, e do Plano Nacional (PNC), como, também, nos planos estaduais e municipais, sob a gestão/articulação federal do Ministério da Cultura-MinC.

Número de participantes: 30 pessoas

20. Governo Bolsonaro: o futuro da questão agrária brasileira

Facilitador: Maryanne Rizzo Galvão (UFPI)

Ementa: As transformações institucionais ocorridas com o golpe de 2016, que a partir do Governo Temer, trouxeram para o mundo agrário brasileiro inúmeros retrocessos. Esse período marca também a volta do neoliberalismo e do mercado influindo nas questões agrárias. Recém eleito, o Governo de extrema direita, Jair Messias Bolsonaro, já sinaliza que o mesmo será não somente um aprofundamento do neoliberalismo, mas o total desmonte dos direitos adquiridos.

Número de participantes: 30 pessoas